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PAPO RÁPIDO COM FABIANA MURER

Publicado por: Círculo Militar em 21/10/2021 -

Sócia desde dezembro de 2020, a atleta Fabiana Murer abrilhantou o desfile que apresentou os novos uniformes do CMSP. 

Com uma trajetória esportiva vitoriosa, Fabiana foi campeã mundial, pan-americana, recordista brasileira e sul-americana do salto com vara. Duas vezes campeã mundial da prova, em 2010 na pista coberta e em 2011 ao ar livre, seus recordes sul-americanos foram estabelecidos no Troféu Brasil de Atletismo, de 2016, e no Meeting Top Perche, na França, em 2015. Foi a nº1 do mundo no ranking da Associação Internacional de Federações de Atletismo de 2014. 

O CMSP ganhou uma nova circulista? 

Sim, fiquei sócia em dezembro de 2020 e já estou frequentando bastante o CMSP, fazendo minhas atividades aqui. Adoro esse clima de clube e aqui é maravilhoso. Fui superbem acolhida. 

Ao parar de competir, você continuou ligada ao esporte? 

Parei de competir em 2016. Atualmente, faço parte do programa Ídolos do Atletismo, da Confederação Brasileira de Atletismo, no qual participo de clínicas, palestras e competições de atletismo. Também fiz parte da comissão de atletas do COB (Comitê Olímpico do Brasil), fiquei dois mandatos, até o ano passado. 

Outra ocupação profissional? 

Trabalho como fisioterapeuta no Instituto Insport, que abri junto com algumas pessoas que cuidaram de mim, meu técnico, o fisioterapeuta e o médico que me ajudaram na minha carreira. Nós nos juntamos e abrimos este instituto que não é só para atletas profissionais, mas para todos os tipos de pessoas. Conta com fisioterapia, médico, treinamento, massagem e nutrição. 

O treinamento exige muito do atleta? 

Eram 5 a 6 horas por dia, divididos em dois períodos. Saltava duas vezes por semana, mas tinha musculação e continuei fazendo alguns exercícios da ginástica artística voltados para o salto com vara. Outras provas do atletismo como salto em distância, corrida com barreiras, velocidade também complementavam o treinamento. 

Seu esporte não é muito tradicional no Brasil. Quais as dificuldades para praticá-lo? 

Não é tão simples treinar salto com vara no Brasil. Hoje, tem uma condição melhor do que quando comecei. Primeiramente é difícil achar local para treinar. O atletismo já é complicado porque a pista tem 400 m, então exige um espaço grande para comportar uma pista de atletismo. Não é qualquer lugar que tem material com varas, além de um bom colchão, pra ter tranquilidade de saltar e cair sem causar nenhuma lesão. As varas são todas importadas e custam em torno de 600 dólares cada. 

Você teve uma invejável trajetória esportiva de sucesso… 

Sim, tive sorte de ter começado no momento certo, em 1997. O esporte não era conhecido. O salto com vara feminino estava começando na época. Em 2000, foi a primeira Olimpíada que teve salto com vara feminino. Era uma prova nova, os recordes eram baixos, os índices para competições não eram tão altos. Cada melhora de marca era um recorde brasileiro e isso aparecia em notas nos jornais. Também tinha pessoas interessadas em desenvolver o esporte e ajudar. Juntamente com meu técnico, fui buscar conhecimento fora do país e participar de competições internacionais. Encerrei minha carreira muito contente por ter conseguido desenvolver esse esporte no Brasil e por ter feito essa história. 


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